A BÍBLIA DIZ: A RESSURREIÇÃO DE JESUS

A ressurreição de Jesus, considerado um dos maiores fenômenos do mundo evangélico, foi e ainda é bem discutida entre estudiosos que defendem e outros que contestam sua veracidade.
Apresento aqui, alguns dos parâmetros já discutidos, para agregar ao conhecimento de você leitor, interessado em saber mais a respeito.

Para melhor compreensão, descrevo como está exposto no capítulo 28 do livro de Mateus. Maria Madalena e outra Maria vão ver o corpo de Jesus no primeiro dia da primeira semana, que no nosso calendário atual corresponde ao domingo. No caminho sentem um terremoto (v. 2), a biblia descreve que foi causada por um anjo do Senhor, que rolou a pedra do sepulcro e se sentou sobre ela. Diante da aparência do anjo, que se assemelha a um relâmpago, os guardas romanos fugiram do local.

O anjo acalma as mulheres esclarecendo que Jesus ressuscitou, para provar, pede para que vejam o sepulcro vazio. Este anjo pede para que as Marias transmitissem um recado aos discípulos, avisando que Jesus já havia ressuscitado, que iria adiante para Galiléia, e eles o deveriam encontrá-lo lá. Embora elas terem saído pelo caminho com alegria também temiam, e para animar o espírito daquela jornada, Jesus aparece para as duas, alegrando-as e confortando-as sobre as boas notícias.

Veja bem, o sepulcro de Jesus foi bem guardado e lacrado. O lacre era um artifício de segurança adicional, acredita-se que seja um cordão preso à pedra posta na entrada e ao sepulcro, com o selo romano impresso sobre a cera no cordão. Como estava fixada, caso fosse removida seria facilmente detectado.

Os guardas estavam ali para garantir que uma das preocupações dos príncipes dos sacerdotes, quando se lembraram que se havia dito que ele ressuscitaria ao terceiro dia. Queriam garantir que os discípulos não roubassem seu corpo e difundissem o cumprimento da profecia.

Embora os sacerdotes tivessem homens suficientes para uma guarda, os soldados que guardavam o sepulcro eram romanos. Os principais dos sacerdotes eram de certa forma, influenciados pelo imperador romano, deveriam conter a fé judaica para que esta não viesse interferir na dominação romana sobre os judeus, então, era de interesse também do império romano garantir que uma ideologia subversiva emergisse com força.

Os soldados mais que depressa foram reportar a aparição do anjo com sua manifestação de poder. Mateus descreve que os soldados foram subornados pelos sacerdotes a testemunhar falsamente, dizendo que o corpo de Jesus foi roubado.

A própria história forjada para impedir a difusão do cumprimento da profecia tinha seus furos. Observe, os romanos após conquistarem novos povos, permitiam que estes continuassem com suas religiões e credos, devendo se reportar a Roma como governo absoluto, pagando tributos. Com os judeus, os romanos expressaram estar preocupados com as tradições ensinadas pelos sacerdotes, inclusive emitindo escritos oficiais para atestar o costume. No que se refere a violação do sepulcro, havia uma inscrição imperial, adquirida em Nazaré no século XIX, escrita em mármore, com 21 linhas em grego, confirmando a santidade dos sepulcros, em que, se alguém violá-los, é imputado pena de morte. Logo, este decreto legitima historicamente o enunciado de Mateus sobre a ressurreição de Jesus.

Talvez, teria sido mais interessante e esclarecedor se na ressureição, houvesse mais testemunhas para contemplá-lo, assim, não haveria tanto espaço para discussões sobre a veracidade, como na ressurreição de Lázaro, em que na ocasião havia uma multidão. Entretanto, como ressalta Matthew Henry (p. 406, 2008), as testemunhas da ressurreição deviam vê-lo ressuscitado e não ressuscitar.

A ressurreição de Jesus marca uma ruptura na continuidade de tradições judaicas. Ele ressuscitou no primeiro dia da primeira semana, por esta razão muitos passaram a declarar sagrado o primeiro dia da semana (domingo), e não mais o sétimo dia (sábado). O sábado foi instituído por Deus como lembrança do aperfeiçoamento da obra da criação. O homem atravessou esta obra perfeita, rompendo o bom costume com práticas que desagrdam ao Senhor, que só pôde ser reparada por completo quando Cristo ressuscita dos mortos.

Cristo ressuscitou, e agora, aguardamos seu retorno, a segunda vinda para buscar a igreja, preparada, vigilante, com lamparinas acesas e reservas de azeite em suas reservas.

Que Deus o abençoe.

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Valdeir Junior L. D. Garcia

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